segunda-feira, 6 de abril de 2026

Anjo de quatro patas intercede por Jesus na Páscoa

                                           

A cachorrinha Luna na cena da Paixão/Foto Felipe Silva/Mirante Produções 

     A vira-lata Luna tem compaixão pelos que sofrem e são injustiçados. Qualidades cada vez mais raras por aí. Só isso para explicar a defesa que fez do ator que interpretou Jesus na encenação da Paixão de Cristo no município de Sapiranga, no Rio Grande do Sul.

  No momento em que Jesus caiu no chão, esgotado neste calvário, e soldados romanos passaram a chicoteá-lo, a cachorrinha entrou em cena, sem nenhuma orientação, para interromper a violência.

  Um anjo de quatro patas reescreveu em 2026 o roteiro dos Evangelhos. Tudo registrado em vídeo exibido nas redes sociais.

   Afinal, é preciso ver para crer, como diria São Tomé. 

   Luna vivia nas ruas da cidade gaúcha e depois de socorrer Jesus foi abençoada com uma nova família que, comovida, a adotou. 

   Esse não foi o único episódio em que caninos intercederam por Jesus em encenação da Paixão de Cristo. Há outros registros na internet.    

  Pergunta que muitos fazem: os cães têm de fato essa percepção da violência? E podem interceder por um ser humano que nunca viram antes?

   Sim, a maioria dos cães vira-latas e dos de raça têm o instinto de proteção aguçado, inscrito em seus DNAs, por isso são chamados "de guarda".

   São animais que zelam, naturalmente, por seus tutores, por crianças e por casas e chácaras. 

  Os caninos conseguem detectar emoções e movimentos agressivos, desconfiar de tons de voz elevados e reagir espontaneamente para interromper a violência.

   O desejo de Paz é inerente. 

   É por isso que amamos tanto os animais. 

    

segunda-feira, 23 de março de 2026

Será que seu cão precisa de óculos de proteção?

Buldogue Francês/Site Amazon/NAMSAN Dog Goggles

   Você provavelmente já conhece o Buldogue Francês, o Buldogue Inglês, o Shih-tzu, o Pequinês ou o Pug. São raças de cães de focinho curto, cabeça achatada e olhos proeminentes, os chamados braquicefálicos.

  Simpáticos, diferentes, eles têm um problema em comum: os olhos salientes ficam expostos a traumas, perfurações e poeira. Para falar no popular, o orgão da visão virou uma espécie de para-choque.

   Se o cachorrinho de focinho curto corre por um jardim, ou em uma floresta, galhos podem ferir os seus olhos antes que ele os perceba. Se correr demais na sala da casa e frear tarde, é com os olhos que bate no pé da mesa de jantar! 

  Além disso, o nariz curto e a testa chapada formam uma parede sem escoamento para a poeira da estrada (em viagem na janela do carro) ou para detritos trazidos pelo vento.   

   As consequências? São as graves lesões e úlceras de córnea. E o risco de perfuração completa dessa camada externa, frontal e transparente dos olhos. A córnea é formada por camadas complexas que atuam como primeira lente! 

   O trauma ou abrasão da córnea exigem tratamento especializados e ameaçam a perda da visão. 

  É neste contexto que cresce uma novidade no mercado pet: a oferta de óculos de proteção para cachorros em momentos de aventura ou viagem. Alguns produtos prometem até filtrar os raios ultravioleta. São óculos, evidentemente, diferente dos nossos: não há grau e as lentes são curvilíneas.

  A tecnologia e a engenhosidade humanas desenvolveram essa possível solução para um problema que fomos nós humanos que criamos. Os tataravós dos atuais cães tinham focinho comprido! A característica original do Canis familiaris (nome da espécie do cão doméstico) nunca foi de boca e nariz curtos, e olhos proeminentes.

    Foram os criadores humanos dos últimos séculos e até da antiguidade que desenvolveram os cães chamados de braquiocefálicos, por meio da seleção artificial de determinadas características genéticas.

    Por exemplo, das cinco raças citadas no início do artigo, duas surgiram na Europa (os bulldogues inglês e francês) e as demais na Ásia. Elas não existiam na natureza!

  O Bulldog Inglês, apenas para ilustrar, surge na Inglaterra com o objetivo de fazer a contenção de touros nos abatedouros ou fazendas. Bull no idioma inglês significa touro. O focinho curto proporciona uma mordida fortíssima da qual a vítima não consegue se desgarrar. 

   Resta saber se a novidade dos óculos de proteção vai cair no gosto da cachorrada!

domingo, 8 de março de 2026

Srs passageiros, a Charlie deseja uma boa viagem!

 

A mascote Charlie no aeroporto internacional de São Paulo/Foto divulgação



"Senhores passageiros façam uma boa viagem". É o que parece dizer todos os dias a vira-lata Charlie, a mascote adotada pela administração do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Simpática, de uniforme e crachá, Charlie recebe os passageiros no saguão principal do aeroporto, onde interage com aqueles que vão embarcar. Sempre conduzida por um funcionário.

É um "trabalho" que, tudo indica, ela gosta de fazer. Afinal, mesmo antes de ocupar o posto de mascote, Charlie já vivia na área interna do aeroporto de Guarulhos, perambulando de um lado para outro e filando por ali suas refeições. 

A direção já acompanhava os seus passos pelos vídeos da segurança interna. E decidiu adotá-la no final do ano passado.

Charlie recebeu cuidados médicos, foi castrada e passou por um treinamento para interagir melhor com as pessoas. A intenção nesta adoção (e isso é novidade) sempre foi de mantê-la no ambiente em que ela se sente bem e escolheu para viver. 

A iniciativa de tornar oficial a presença da cachorrinha foi de Cintia Nunes, gerente de comunicação da GRU Airport, empresa responsável pela administração do aeroporto. 

"No geral, as pessoas adoram. Não só as crianças, os adultos também porque ela é muito dada. É uma cachorra brincalhona. As pessoas se encantam", afirmou Cintia, a reportagem do G1.

Charlie esta se saindo bem na nova função. E abrindo novos postos de atuação para os cães, que até então estavam restritos ao setor de segurança dos aeroportos, revirando bagagens e buscando drogas. 

Charlie de colete/Foto Divulgação






terça-feira, 3 de março de 2026

Punch conquista corações e mentes!

 

O macaquinho Punch e seu bichinho de pelúcia/Reprodução Instagram

Bombou nas redes sociais, principalmente no Instagram. De um zoológico do Japão vieram as imagens de um macaquinho, da espécie Macaca fuscata, correndo apreensivo de lá para cá, trazendo pelo braço seu bichinho de pelúcia. Não largava pra nada! 

A cena comoveu parte do mundo conectado à internet! Afinal, hostilizado por alguns macacos adultos, o jovem macaquinho atribuía sua segurança e bem-estar ao orangotango de pano!

O nome desse filhote é Punch. 

Ele foi abandonado por sua mãe logo após o nascimento, em julho do ano passado. Na natureza, poderia estar morto. Restou à equipe do zoológico recorrer à técnica conhecida de oferecer ao primata orfão, além do alimento e calor, um bichinho de pelúcia para ele se apegar.

Macaquinhos, por instinto, precisam se apegar a algo, que proporcione o mínimo de conforto táctil, para obter bem-estar e desenvolver seu mundo emocional. Se for de pelúcia, vai funcionar. 

Foi o cientista Harry Harlow que comprovou a partir de pesquisas com macacos rhesus, na década de 1950, que a relação com a mãe ia muito além da necessidade de alimentação (leite materno). Os macaquinhos buscavam também o afeto, o apego por algo, o amparo emocional.

Por isso, entre duas opções _ uma estrutura de metal (algo frio, sólido) com oferta de leite e outra coberta por tecido denso e macio _, os filhotes optavam por se aconchegar na "mamãe" macaca de pelúcia. Até tomavam o leite, mas corriam para a "mamãe" de pelúcia. 

Isso não deveria ser novidade para nós humanos, que, como primatas também, vivemos cercados de bichinhos de pelúcia e bichos peludos de verdade. 

A EVOLUÇÃO

Punch vive no zoológico de Ichikawa, localizado nos arredores de Tóquio.

Depois de deixar o berçário, ele seguiu com sua mãe de pelúcia para o recinto onde estão os demais macacos japoneses da neve (como são conhecidos os Macaca fuscata).

No início não foi bem aceito pelo grupo. Mas sempre que era hostilizado por um mais velho, Punch corria, pegava seu orangotango de pelúcia e se refugiava ao seu lado. 

Cenas que cativaram o público: um filhote muito desengonçado carregando um orangotango de pano! 

Vale lembrar que esses macacos japoneses são conhecidos pela coragem e resistência porque vivem em terras inóspitas, geladas, no norte do Japão, em meio à neve. Eles enfrentam o frio com grossas pelagens e se refugiam em fontes termais da região. 

Foto Zoológico de Ichikawa (Japão)




sábado, 21 de fevereiro de 2026

Nem a morte nos separe

   Agora é lei! Tutores e seus cães e gatos estão autorizados no estado de São Paulo a descansarem juntos por toda a Eternidade! 

    Ao menos os corpos poderão estar lado a lado no mesmo jazigo. 

  O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou neste mês de fevereiro lei que autoriza o enterro de pets nos jazigos das famílias! Mas cada município do estado irá definir suas próprias regras sanitárias para o sepultamento dos bichinhos.  

   Até então eram proibidos pets nos cemitérios dos humanos. A legislação determinava a cremação dos corpos dos animais pelas prefeituras, ou crematórios particulares e em um ou outro caso em cemitérios de pets.

   Na capital, por exemplo, é proibido enterrar animais em quintais das casas ou chácaras, por causa de riscos de contaminação das águas.

   A lei paulista tem o nome de Bob Coveiro, em homenagem a um cachorrinho de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, que depois de acompanhar o enterro de sua tutora passou a morar no cemitério!

   Que história incrível, que lembra a do cão japonês Hachiko, que passou a morar em uma estação ferroviária depois da morte de seu tutor, que embarcara ali horas antes. 

  Hachiko era um akita e hoje há uma estátua de bronze em sua homenagem na estação de Shibuya, em Tóquio. Sua história virou filme. 

  Não se sabe ainda se há direito a velório dos cães e gatos nos cemitérios humanos. 

  Seja como for, a lei vem realizar um antigo sonho de muitos tutores. Um desejo que não é em absoluto uma novidade. 

  No antigo Egito, época das pirâmides, os faraós eram enterrados com seus animais de estimação. Múmias de gatos e cães foram encontradas nas escavações dos túmulos reais. 

  Até gaviões, neste caso, foram preparados para a viagem ao outro mundo!

  A atualidade renova os votos de união e lealdade por toda a Eternidade!


   

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Basta de crueldade! Caso Orellha comove o País.

 

Manifestação na Avenida Paulista/Foto AnimaisOk

           
     Um grito de BASTA de crueldade contra cães comunitários e demais animais doméstico e silvestres do País levou multidões a diversas cidades neste domingo 1º de fevereiro.
     A comoção nacional causada pela morte do vira-lata Orelha, um cão comunitário de Florianópolis, foi a gota de água que transbordou o copo da indignação dos que amam os bichos.
    Orelha, idoso e manso, foi morto a pauladas em janeiro deste ano.
    Essas covardias são inaceitáveis, é o que ouvimos dos manifestantes. 
     Na Avenida Paulista, no coração de São Paulo, as pessoas ocuparam quarteirões em frente ao MASP para dizer que os vira-latas, como Orelha, não estão sozinhos. Que há quem chore por eles e que exigem Justiça!
     "Não haverá impunidade", diziam alguns dos cartazes exibidos por manifestantes.
     Segundo a polícia, três adolescentes, estudantes de bons colégios da ilha e moradores de bairro nobre, são os principais suspeitos do crime. 
     As agressões teriam ocorrido à noite na Praia Brava, no norte de Florianópolis, onde Orelha vivia em harmonia com os moradores e tinha uma casinha que servia de abrigo.
     Na Avenida Paulista, muitos manifestantes expressavam preocupação em relação à aplicação efetiva das punições cabíveis,  pois os suspeitos são membros de famílias abastadas, capazes de exercer grande influência em função do poder econômico de que dispõem. 
     A Polícia Civil de Santa Catarina precisa avançar nas investigações, para obter e apresentar, dentro da lei, evidências que comprovem a autoria  desse crime bárbaro.  
    Até o momento, três adultos foram indiciados pela polícia por coação no curso das investigações. São familiares dos suspeitos que  pressionaram um porteiro da região, por ter enviado fotos dos adolescentes a outros colegas responsáveis pela segurança do local. 

     Em uma das fotos, aparece o vira-lata Caramelo, amigo de Orelha na Praia Brava, que também foi perseguido e maltratado por jovens em janeiro. Ele escapou do grupo depois de ser jogado ao mar à noite! 

     Os atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre neste domingo, demonstram o desejo da população de dar um BASTA a esse tipo de crueldade. 

      O Brasil ama seus animais! 

    

Foto Ricardo Osman/AnimaisOK


Foto Ricardo Osman/AnimaisOk





segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Justiça por Orelha!

O cachorrinho Orelha/Divulgação redes sociais

  
 Uma casinha de madeira, pequena, nas areias da praia Brava, no norte de Florianópolis, era o abrigo do cachorrinho Orelha, um vira-lata boa praça e já idoso. Mas a casinha agora está vazia. O cachorrinho foi vítima de terrível violência praticada, segundo investigações da polícia, por quatro adolescentes. Ferido gravemente, sofreu eutanásia.

   O crime ocorreu no dia 15 de janeiro deste ano. Orelha foi encontrado por pessoas da comunidade no dia seguinte, desfalecido. 

  Segundo as investigações, os jovens deram pauladas no cachorrinho, que era manso e cuidado pela comunidade. Ele foi levado para hospital veterinário, mas os ferimentos eram tão profundos e graves, que a equipe optou por fazer eutanásia e encerrar o sofrimento.

   A covardia e crueldade dos agressores chocou a todos que conheciam Orelha e mobilizou muita gente na ilha por Justiça. 

   O caso está sendo investigado pela promotoria da Infância e Juventude e pela promotoria de Meio Ambiente de Florianópolis. 

  Até o governador do Estado, Jorginho Mello, foi às redes sociais prometer punição aos envolvidos. "As provas do processo me embrulharam o estômago", disse ele.

  Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão no endereço dos suspeitos pela morte de Orelha. Apreendeu computadores dos adolescentes. Mas adultos também foram incluídos na operação. Há denúncias de que alguns pais ameaçaram com arma testemunhas do crime.

  Dos quatro jovens suspeitos, apenas dois estão em Florianópolis neste final de janeiro. Outros dois teriam viajado para os Estados Unidos. 

  As investigações devem esclarecer todos os fatos e determinar as punições (inclusive aos pais, se de fato tentaram obstruir a Justiça). A agressão se enquadra em crime de maus-tratos.

  Orelha deve ser o símbolo do respeito por todos os animais nas areias paradisíacas de Florianópolis. 

   Ele tem direitos, tem amigos e amigas, vivia em paz em sua casinha!