| A cachorrinha Luna na cena da Paixão/Foto Felipe Silva/Mirante Produções |
A vira-lata Luna tem compaixão pelos que sofrem e são injustiçados. Qualidades cada vez mais raras por aí. Só isso para explicar a defesa que fez do ator que interpretou Jesus na encenação da Paixão de Cristo no município de Sapiranga, no Rio Grande do Sul.
No momento em que Jesus caiu no chão, esgotado neste calvário, e soldados romanos passaram a chicoteá-lo, a cachorrinha entrou em cena, sem nenhuma orientação, para interromper a violência.
Um anjo de quatro patas reescreveu em 2026 o roteiro dos Evangelhos. Tudo registrado em vídeo exibido nas redes sociais.
Afinal, é preciso ver para crer, como diria São Tomé.
Luna vivia nas ruas da cidade gaúcha e depois de socorrer Jesus foi abençoada com uma nova família que, comovida, a adotou.
Esse não foi o único episódio em que caninos intercederam por Jesus em encenação da Paixão de Cristo. Há outros registros na internet.
Pergunta que muitos fazem: os cães têm de fato essa percepção da violência? E podem interceder por um ser humano que nunca viram antes?
Sim, a maioria dos cães vira-latas e dos de raça têm o instinto de proteção aguçado, inscrito em seus DNAs, por isso são chamados "de guarda".
São animais que zelam, naturalmente, por seus tutores, por crianças e por casas e chácaras.
Os caninos conseguem detectar emoções e movimentos agressivos, desconfiar de tons de voz elevados e reagir espontaneamente para interromper a violência.
O desejo de Paz é inerente.
É por isso que amamos tanto os animais.
